MEU AMADO SENHOR por Tim Filho Logo nas primeiras páginas me deixei levar pelas palavras escritas pelo Tim. Logo de cara aprovei o que estava lendo de tal forma que quando parei de ler aquela noite me deu vontade de escrever. (Quando as palavras que leio me inspiram ou quando as músicas que escuto transbordam em mim sentimentos, ou da vontade de sair escrevendo ou de sair cantando. Desde os primeiros capítulos eu percebi que dividimos uma paixão em comum, a paixão pela vida (e uma vida cheia de trilhas sonoras).Uma vida de dificuldades nunca foi um empecilho para Alpiniano Silva Filho, ou como conhecemos, Tim Filho, que desde muito cedo soube lutar pelos seus sonhos. Há 10 anos nasceu o festival pela qual tanto o Tim batalhou, e desde então vários nomes em destaque (grandes músicos) abrilhantaram os palcos do teatro Atiaia e do auditório do Imaculada. O público que era modesto em número, hoje é fervoroso e comparece em peso as edições do festival. [Tem até uma pessoa que assumidamente não gosta de Jazz e música instrumental que nesse ano fez como o Tim em 85: Embarcou numa correria danada só para não perder um show de um grande festival de música – e de quebra, aproveitando a viagem, foi pela primeira vez a todos os dias do festival e acabou fazendo a cobertura do mesmo para o seu blog/site musical.
[cobertura do Valadares Jazz Festival no http://musicgeneration.zip.net ]
Escrito por Delázari às 21:36:26
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Do palco a melhor visão Tá, eu assumo! O show do Biquini foi sábado passado (12 de setembro) e só hoje eu parei pra escrever sobre ele. Talvés porque não tive tempo, talvés porque, quando parava pra escrever me faltavam palavras, ou porque ainda não passou o efeito da noite; ou ainda, pela somatória de tudo isso que eu falei (rs). O certo é que foi BOM DEMAIS para eu deixar passar sem o merecido registro.
Pra quem esperou uma vida para ir aos 23 anos ao seu primeiro show do Biquini (2008 / Santo Antônio do Grama) eu nem imaginava que menos de um ano depois eu repetiria a dose em grande estilo. Ano passado foi especial: Primeiro show e quase não consegui chegar lá! Devido ao imprevisto “o furo do taxista” e nenhum outro que tivesse disposto a trabalhar aquela noite, eu só não desisti por pouco.
O primeiro sempre é especial e comigo não foi diferente. Bom lugar (perto do palco), boas companhias e um repertório pra nenhum fan do rock brasuca botar defeito. Sem contar que eu subi no palco, entrei no camarim, participei de uma gravação para os extras do próximo DVD em homenagem ao rock nacional anos 80 e voltei pra casa com vários cds novos e uma boa história pra contar (rs).
Eis que em uma tarde de domingo meu irmão chega até mim portando uma grande notícia: Show do Biquini em Teixeiras semana que vem. Acho que depois de pouco tempo já estava na frente do computador confirmando a notícia pelo site da banda, ligando pra minha amiga e mandando scrap pro meu primo sobre o rock. Biquini Cavadão+cidade próxima+entrada franca? Daria meus pulos!
Parece piada, mas de novo tive empecilhos na ida (acho que da próxima vez arrumo uma bicicleta, uns pneus de reserva e vou pedalando). A van atrasou, resolvi descer pra não perder o ônibus das nove e acabei indo na van mesmo. Chegando lá tinha outro show na frente (mas pelo menos a banda era afinada) e perto do palco era preciso se esquivar dos pés alheios e cotovelos idem. Mas o show começou. Nem me lembro com qual música, só sei que estava bom demais! Quando dei por mim estava nos ombros do meu primo Paulo pertinho da banda curtindo o show.
Lembro que assim que ele me colocou no chão os acordes no palco indicavam a animada NO MUNDO DA LUA e eu imediatamente o convenci de me deixar subir nos ombros dele novamente. Poucos acordes depois estava no palco com eles! Lá de cima é tudo tão mágico. Tantas pessoas lá embaixo cantando, sorrindo e dançando. Sai de lá super contente e agora entendo porque meus amigos gostam tanto de palco. A vontade de quem sobe uma vez é a de não descer mais.
Escrito por Delázari às 20:41:22
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Escrito por Delázari às 14:32:50
[]
[envie esta mensagem]
[link]
*** ENCONTRO INESPERADO ***
Eis que um dia da sua vida essa história aconteceu. A mulher voltava de um passeio de final de semana e em alguma parte dessa história ela tomou um táxi ou uma carona (não se sabe ao certo) estrada a fora. Ao passar pelo litoral pensou ter reconhecido um amigo perto de um daqueles quiosques na orla. Seu coração sentia que se não tirasse a limpo essa dúvida seria no mínimo complicado dormir aquela noite. Ela perguntou então ao motorista se ele poderia parar ali por alguns minutos e ele gentilmente atendeu ao pedido. Assim que o motorista parou o carro ela rapidamente abriu as portas e saltou do veículo o mais rápido possível e foi correndo em direção ao rapaz que ela de longe pensou que pudesse ser seu amigo. A essa altura dos acontecimentos o rapaz na orla percebeu alguem correndo em sua direção e quando ele se deu conta de que era ela, na face estampava sua felicidade demonstrando no olhar o quanto estava feliz com aquele inesperado momento. Os dois se abraçaram e durante alguns segundos o tempo parecia parar enquanto ela olhava fixamente seus olhos. Sendo único o brilho dos olhos dele ela finalmente matou a saudade que sentia acumular nesses anos de distância. Não sabendo ele que ela estava somente de passagem, logo lhe estendeu um convite. Ela explicou que ficaria pra uma próxima e que naquela ocasião ela estava na estrada, que só desceu do carro para um breve olá e que já era hora dela voltar. Perguntou a ela se teria alguns minutos e antes mesmo da resposta tomou-lhe o braço e a levou a uns três passos dali. Virou pra ela e perguntou sorrindo se ela realmente já estava de partida e sua amiga balançou a cabeça em tom de confirmação. Não havendo tempo para conversas ele mirou o seu rosto e postou a lhe dar um beijo. Mediante sua ação, ela desviou o rosto e ele respeitando sua decisão beijou-lhe somente a face. Os dois se despediram e ele voltou pra orla sem entender porque.
Escrito por Delázari às 17:43:34
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Quando as notas sobressaem
Estava cansado. Pegou um livro e deitou-se no sofá da sala. Com suas retinas ocupadas faltava algo para ouvidos. BLUES? Ele pensou: Por que não BLUES? Seria uma boa opção. Jogado novamente ao sofá com braços de madeira, retomou sua leitura onde poucas linhas depois sorrateiramente as notas sobressaíram-se ecoando mais alto do que as palavras. Num piscar de olhos ele pensou: Essa música não me é estranha. Suas retinas fatigadas puderam finalmente descansar. De todo o seu corpo somente seus ouvidos pareciam funcionar. (Pelo menos por enquanto). “Parece aquele Blues que há quase 10 anos um amigo da escola me apresentou. Aquele que possivelmente foi um dos primeiros que escutei e que há muito procuro escutar novamente”. Curioso, atencioso, prestava atenção nos acordes de tal forma que não parecia mais cansado. Era como se naquele exato momento a revitalização fosse possível atravez da música. Digo mais, como um filme passava-lhe tudo pela cabeça: Parecia ter sido transportado de volta ao ginásio da antiga escola.
Escrito por Delázari às 12:01:29
[]
[envie esta mensagem]
[link]
O casamento do seu melhor amigo Como amiga ciumenta que era uma das inúmeras vezes que assistiu Julia Roberts em “O casamento do meu melhor amigo”, ela parou e pensou. Parou pra pensar e acabou viajando na ideia de um possível “casamento de algum melhor amigo”. Indeterminado porque o melhor amigo varia conforme o relógio da sua vida anda. Pensava que se alguma situação parecida acontecesse na vida real que era melhor ficar em casa (por precaução), pois não sabia até onde ela como amiga saberia separar o real da ficção. Pouco tempo fez sem pensar no assunto, mas no mundo das ideias lá estava guardado em algum lugar (inconscientemente). Ao conversar com um grande amigo dias atrás, não soube sequer o que sentiu ao saber inusitadamente a resposta para a corriqueira interrogação “novidades?”. Ele disse firmemente que iria se casar. Apenas no cartório; nada que despertasse os curiosos e sem maiores detalhes (uma vez contado o milagre é bom guardar o nome do santo) prometeu a ela confirmação dos fatos antes do momento previsto e adiantou-lhe uma possível data. Ele se casaria justamente no dia: no dia do aniversário dela! (da melhor amiga).
Escrito por Delázari às 10:45:11
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Tudo que escrevi é verdade Não deixou de ser em momento algum Tudo que se vive não se apaga Assim como tudo que se sente também não Nem sempre se faz tudo que se gosta Mas as letras nos permitem Expressar tudo que se sente Na verdade, nem tudo Porque tem coisa que só é capaz o coração
Escrito por Delázari às 23:21:24
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Sonoridade ampliada*
Minha “sonoridade” aumentava quando pela primeira vez escutei um CD da Cássia. Se não me engano foi o CD acústico o primeiro que escutei. Lembro que estava de férias e meu pai me disse ao telefone que comprou 3 CD’s e que eu ira gostar, mas não falou quais eram. Assim que cheguei em casa corri para ver quais eram os CD’s novos e no meio deles o acústico. Estava lá me chamando pra ouvir - até porque esse formato acústico me agrada bastante. Isso já faz alguns anos. O que me levou parar e escrever sobre o assunto nem sei ao certo o que foi, mas a circunstância foi a seguinte: estava no quarto escutando música e mexendo no meu guarda roupa quando uma frase me veio à cabeça e geralmente quando acontece isso, se não anoto perco a frase ou ideia porem se tomo nota logo mais paro e desenvolvo o pensamento escrito. Foi o que aconteceu hoje mais cedo. Mas a questão é que antes eu escutava muita música, mas pouca variedade. Escutava música demais e banda de menos; artistas de menos. Com o tempo, aumentava meu interesse pela arte e mais ainda pela música e com isso a vontade de escutar mais coisas, de pesquisar alguns artistas e assim fui descobrindo outros que não me canso de ouvir até hoje. Quanto a Cássia, se eu parar pra pensar escrevo um capítulo de um livro, mas resumirei este texto ao explicar a frase inicial desta prosa. É que mesmo tentando amenizar meu preconceito musical quanto algumas vertentes da música ao longo dos anos, existem “sons” que não costumo ouvir; parar pra escutar. Alguns deles nem é por “falta de qualidade”, acho que é por simplesmente não ter escutado no berço (quando já atenta meu pai me fazia dormir dançando comigo no seu colo). No início escutava Cássia porque gostei do timbre, mas não fazia ligações das músicas que eu gostava e seus compositores e nem muito menos sabia o que era timbre de voz. À medida que amadurecia musicalmente e aprendia a arranhar alguns acordes, percebia que atrás do “gostar a primeira vista” havia o fato de que nunca escutei tanta sonoridade, tantos ritimos diferentes em um único disco (ou CD ou vinil); que ao escutar um CD da Cássia era possível uma mesma cantora ir bem da balada ao rock! Passando pela MPB, blues, perambular pelo baião, ir aos clássicos internacionais e voltar sem perder a classe! Percebi escutando vários álbuns dela, que a música é de uma riqueza muito grande pra quem se presa ouvir se prender a um estilo musical somente, perdendo e muito com esse preconceito dos rótulos sonoros.
Escrito por Delázari às 17:19:15
[]
[envie esta mensagem]
[link]
"Somos feito de carbono e água porque essas moléculas eram abundantes na terra primitiva na época do surgimento da vida? A vida, em outros lugares, poderia estar baseada em outras substâncias? Sou uma coleção de moléculas orgânicas chama Carl Sagan. Você é uma coleção de moléculas quase idênticas com um nome coletivo diferente. Mas isso é tudo? Não há nada aqui a não ser moléculas? É estimulante descobrir que vivemos num universo que permite a evolução de máquinas moleculares tão intricadas e sutis como nós. A essência da vida não é tanto os átomos e as moléculas que nos compõe, mas a maneira, a ordenação, a forma como as moléculas são arranjadas. A beleza de um ser vivo não está em seus átomos, mas na maneira como esses átomos estão dispostos; uma informação aprimorada ao longo de milhões de anos de evolução biológica." (Carl Sagan / DVD Cosmos - vol II).
Escrito por Delázari às 15:28:48
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Talvez Moby Dick fosse o símbolo vivo de tudo aquilo que procuramos destruir nos mares de nossa vida interior, tudo aquilo que não podemos reconhecer e aceitar. Para entender melhor isso, seria preciso mergulhar ainda mais fundo do que este pobre Ismael é capaz de fazer. Dentro de nós mora um mineiro subterrâneo, sempre a escavar os nossos pensamentos; como podemos adivinhar onde ele irá bater com a picareta? Por isso, quanto a mim, eu apenas me deixava levar, sem pensar no tempo nem no lugar. (Moby Dick / Herman Melville)
Escrito por Delázari às 17:29:39
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Alanis - Festival de Verão - Domingão
O festival de verão que acontece anualmente em Salvador, nunca despertou siquer curiosidade em mim. Esse ano - confesso – resolvi acompanhar a transmissão na TV. Foram 3 dias! Independente dos pontos positivos e negativos – na transmissão – o motivo maior só aconteceu no último dia de festival: o motivo era o show da canadense Alanis Morissette. Como dormi no ponto ao não consultar minha agenda, assistia todos os dias ansiosa pela aparição da Alanis. Tentei gravar num restinho de fita VHS que tinha no armário, mas a danada acabou no ato! Metade da primeira música. Olhos quase fechados em frente a TV. Horário sacana. Foi um custo enrolar e ficar acordada – tocar violão, lanchar, namorar, conversar e internetar – mas, consegui! E já batiam 10 pras 4 da manhã quando o show dela começou em Salvador. Despertei! Começou com UNINVITED e “terminou” com a segunda da noite THANK YOU – porque depois a transmissão ao vivo parou e começaram a passar pedaços de shows anteriores. Serviu? Em termos! Pelo menos pra matar um pouco minha vontade – já que QUASE fui pra BH essa semana para o show dela de quinta-feira.
Escrito por Delázari às 17:26:49
[]
[envie esta mensagem]
[link]

O sol nascer pelas manhãs é divino Especial é quando a tarde se vai e a lua que ameaçava na noite anterior presenteia-nos com sua chegada ------------------------- E como é belo ver inúmeras estrelas apontarem lá no alto com você ao meu lado .
Escrito por Delázari às 15:22:18
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Sanguinho novo no CAPITAL? O problema de gostar em demasia de um número grande de bandas é nem sempre conseguir acompanhar todas elas. Conversando sobre música enquanto assistia (e escutava) no vídeo a voz de Rita Lee, fico sabendo de um suposto novo guitarrista no Capital Inicial. A princípio não dei a devida atenção, mas, registrei a informação no consciente cerebral. Alguns dias depois, ao passear pelos canais da TV por assinatura, dou de cara com um show do CAPITAL e ao reparar os músicos percebo que além do Yves e do Dinho havia um terceiro tocando guitarra. Seria um "sanguinho novo" no time do rock nacional?
Escrito por Delázari às 16:18:59
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Escrito por Delázari às 11:38:46
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Mudanças Curioso é ver como as coisas mudaram em tão pouco tempo. Nem um ano fez que me mudei e logo quando de volta estive a passeio, ao andar de ônibus foi possível observar pequenas mudanças.
Voltava do centro em direção ao bairro que minha amiga mora (e que por coincidência é o mesmo onde morei) e sentada á janela matava a saudade de todas aquelas ruas.
Observava atenta toda aquela biocenose, onde cada detalhe percebido era registrado em memória, antes de ser registro em papel.
Antes de deixarmos o centro passamos pelo mercado municipal. Ali nem fiquei surpresa, pois antes de me mudar já eram intensas as obras no local. Seguia o ônibus pelo BAIRRO DE LOURDES antes de dobrar a rua e pegar a JK (avenida larga e vistosa que corta boa parte da cidade).
Até ai tudo normal. Saindo da JK, entrando no bairro SANTA RITA a primeira mudança que realmente me chamou atenção: Na entrada do bairro uma construção grande e nova por ali. Um supermercado. Mesmo que haja na cidade inúmeros supermercados, me chamou atenção porque, se me lembro bem, quando começaram a trabalhar no local a população do bairro não falava em outra coisa a não ser “o que será que vão construir no local?” UM SUPERMERCADO! Acertou quem respondeu dessa forma.
Descendo a rua observo ao lado esquerdo uma construção que também não havia ali. Mas só descobri que se tratava de uma quadra quando cheguei dentro de alguns minutos na casa da minha amiga.
Aproximadamente uma quadra á frente pude perceber que o “CENTRO ESPORTIVO SILVEIRA” (lugar onde os amigos batiam uma bolinha) se não virou igreja evangélica (ao que tudo indica parece ter virado) pelo menos parece; e no próximo quarteirão ( onde residi do dia do meu nascimento até o ano passado) me deparo com a última de minhas observações: o “gauchão” de muitas sextas-feiras se não mudou de dono ao menos de nome parece ter mudado.
Escrito por Delázari às 17:23:54
[]
[envie esta mensagem]
[link]
[ ver mensagens anteriores ]
|