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Sonoridade ampliada*
Minha “sonoridade” aumentava quando pela primeira vez escutei um CD da Cássia. Se não me engano foi o CD acústico o primeiro que escutei. Lembro que estava de férias e meu pai me disse ao telefone que comprou 3 CD’s e que eu ira gostar, mas não falou quais eram. Assim que cheguei em casa corri para ver quais eram os CD’s novos e no meio deles o acústico. Estava lá me chamando pra ouvir - até porque esse formato acústico me agrada bastante. Isso já faz alguns anos. O que me levou parar e escrever sobre o assunto nem sei ao certo o que foi, mas a circunstância foi a seguinte: estava no quarto escutando música e mexendo no meu guarda roupa quando uma frase me veio à cabeça e geralmente quando acontece isso, se não anoto perco a frase ou ideia porem se tomo nota logo mais paro e desenvolvo o pensamento escrito. Foi o que aconteceu hoje mais cedo. Mas a questão é que antes eu escutava muita música, mas pouca variedade. Escutava música demais e banda de menos; artistas de menos. Com o tempo, aumentava meu interesse pela arte e mais ainda pela música e com isso a vontade de escutar mais coisas, de pesquisar alguns artistas e assim fui descobrindo outros que não me canso de ouvir até hoje. Quanto a Cássia, se eu parar pra pensar escrevo um capítulo de um livro, mas resumirei este texto ao explicar a frase inicial desta prosa. É que mesmo tentando amenizar meu preconceito musical quanto algumas vertentes da música ao longo dos anos, existem “sons” que não costumo ouvir; parar pra escutar. Alguns deles nem é por “falta de qualidade”, acho que é por simplesmente não ter escutado no berço (quando já atenta meu pai me fazia dormir dançando comigo no seu colo). No início escutava Cássia porque gostei do timbre, mas não fazia ligações das músicas que eu gostava e seus compositores e nem muito menos sabia o que era timbre de voz. À medida que amadurecia musicalmente e aprendia a arranhar alguns acordes, percebia que atrás do “gostar a primeira vista” havia o fato de que nunca escutei tanta sonoridade, tantos ritimos diferentes em um único disco (ou CD ou vinil); que ao escutar um CD da Cássia era possível uma mesma cantora ir bem da balada ao rock! Passando pela MPB, blues, perambular pelo baião, ir aos clássicos internacionais e voltar sem perder a classe! Percebi escutando vários álbuns dela, que a música é de uma riqueza muito grande pra quem se presa ouvir se prender a um estilo musical somente, perdendo e muito com esse preconceito dos rótulos sonoros.
Escrito por Delázari às 17:19:15
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